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8 erros comuns ao escolher vidro na construção ou reforma
Quem constrói ou reforma em Matão, Araraquara, São Carlos ou Taquaritinga costuma deixar o vidro para o fim da lista. A estrutura está de pé, o reboco secou, o piso chegou, e só então alguém lembra do box, da janela da sala ou do fechamento da sacada. É justamente nessa fase, com pressa e orçamento apertado, que surgem os erros mais caros de corrigir. Nesta publicação, a Vidracaria Real Matao reúne oito equívocos que aparecem com frequência em obras residenciais e comerciais da região. A ideia é que você chegue à conversa com o fornecedor sabendo o que perguntar e o que observar.
1. Usar vidro comum onde o vidro de segurança é o indicado. O vidro comum, também chamado de float ou recozido, quebra em lascas grandes e cortantes. Por isso a norma técnica brasileira de vidros na construção, a ABNT NBR 7199, orienta o uso de vidro temperado ou laminado em portas, box de banheiro, painéis próximos ao piso, guarda-corpos e coberturas. Em reformas de casas mais antigas de Américo Brasiliense ou Santa Ernestina, ainda é comum encontrar portas de correr com vidro comum. Se a peça vai ser substituída, vale aproveitar e adequar o tipo de vidro ao uso.
2. Colocar vidro temperado sozinho em cobertura ou pergolado. O temperado é resistente, mas quando quebra se desfaz em pequenos fragmentos que caem de uma vez. Em uma cobertura sobre a área de churrasqueira ou a entrada da garagem, isso significa cacos sobre quem estiver embaixo. Por esse motivo, coberturas costumam levar vidro laminado, em que uma película interna mantém os pedaços presos mesmo após a quebra, ou a combinação de temperado com laminado. Em dias de temporal com granizo e vento forte, comuns no verão do interior paulista, essa diferença deixa de ser detalhe técnico e passa a ser questão de segurança.
3. Tirar medidas cedo demais e escolher espessura sem critério. O vidro temperado não pode ser cortado nem furado depois de pronto: qualquer ajuste precisa ser feito antes da têmpera. Se a medida do vão é tirada antes do contrapiso, do revestimento ou do batente definitivo, a peça pode chegar sobrando ou faltando alguns milímetros, o que basta para inutilizá-la. A espessura também depende do tamanho da folha, da forma de fixação e da exposição ao vento. Um box de banheiro costuma usar 8 mm, enquanto painéis maiores e guarda-corpos pedem espessuras e composições específicas, definidas por cálculo e não por costume.
4. Esquecer as crianças e a circulação da casa. Portas de vidro em corredores, painéis baixos na sala e tampos de mesa sem acabamento de borda são pontos de atenção em casas com crianças pequenas. Além de preferir vidro laminado ou temperado nesses locais, ajuda muito marcar as superfícies grandes com faixas ou adesivos na altura dos olhos de adultos e de crianças, para que ninguém confunda o vidro com passagem livre. Bordas lapidadas, sem quinas vivas, também reduzem o risco de cortes em tampos e prateleiras.
5. Subestimar a umidade no espelho do banheiro. As manchas escuras que aparecem nas bordas de espelhos depois de alguns anos geralmente vêm da oxidação da camada prateada, favorecida pelo vapor do banho. Para retardar o problema, o espelho deve ser fixado com cola própria para espelhos, de cura neutra, e nunca com silicone acético comum, que ataca a prata. Manter alguns milímetros de ventilação atrás da peça, evitar instalá-lo encostado no box e deixar o banheiro arejar depois do uso fazem diferença no aspecto do espelho ao longo do tempo.
6. Ignorar o sol da tarde e o calor da região. Fachadas voltadas para o oeste recebem sol intenso nas tardes quentes de Matão e São Carlos, o que transforma salas envidraçadas em ambientes abafados. Existem caminhos diferentes: películas de controle solar aplicadas ao vidro existente, vidros refletivos ou de controle solar e o vidro insulado, formado por duas lâminas com uma câmara de ar entre elas. Antes de aplicar película escura, vale verificar se ela é compatível com o tipo de vidro instalado, já que algumas combinações aumentam o risco de trinca por diferença de temperatura entre partes da mesma peça.
7. Ler a proposta da vidraçaria olhando só o valor total. Duas propostas com números parecidos podem descrever produtos bem diferentes. Confira o tipo de vidro, a espessura, a cor, o acabamento das bordas, o modelo e o material das ferragens, quem faz a medição final e em que etapa da obra, além do prazo de fabricação. O temperado precisa passar pelo forno de têmpera depois do corte, e isso costuma levar alguns dias. Observe ainda o que está incluído na instalação, como vedação e retirada do vidro antigo, e quais são as condições de assistência das ferragens.
8. Adiar a troca de vidro trincado e descuidar da limpeza. Uma trinca indica que a peça já perdeu parte da resistência e pode se romper com uma batida de porta, uma rajada de vento ou uma variação brusca de temperatura. Em janelas, sacadas e portas, o ideal é isolar a área e providenciar a substituição sem esperar. Na limpeza do dia a dia, a poeira de terra vermelha e a fuligem do período de colheita, comuns na região, funcionam como abrasivo: enxágue primeiro com bastante água, use pano macio e detergente neutro, e evite palha de aço ou produtos com partículas. Nos guarda-corpos de sacada, aproveite para observar periodicamente se as ferragens seguem firmes.